terça-feira, 21 de agosto de 2012


"Escravo ou vadio...Antes escravo, porque o vadio perde-se e o escravo liberta-se."






domingo, 19 de agosto de 2012

Este é o Prólogo

Deixaria neste livro
toda minha alma.
Este livro que viu
as paisagens comigo
e viveu horas santas.

Que compaixão dos livros
que nos enchem as mãos
de rosas e de estrelas
e lentamente passam!

Que tristeza tão funda
é mirar os retábulos
de dores e de penas
que um coração levanta!

Ver passar os espectros
de vidas que se apagam,
ver o homem despido
em Pégaso sem asas.

Ver a vida e a morte,
a síntese do mundo,
que em espaços profundos
se miram e se abraçam.

Um livro de poemas
é o outono morto:
os versos são as folhas
negras em terras brancas,

e a voz que os lê
é o sopro do vento
que lhes mete nos peitos
— entranháveis distâncias. —

O poeta é uma árvore
com frutos de tristeza
e com folhas murchadas
de chorar o que ama.

O poeta é o médium
da Natureza-mãe
que explica sua grandeza
por meio das palavras.

O poeta compreende
todo o incompreensível,
e as coisas que se odeiam,
ele, amigas as chama.

Sabe ele que as veredas
são todas impossíveis
e por isso de noite
vai por elas com calma.

Nos livros seus de versos,
entre rosas de sangue,
vão passando as tristonhas
e eternas caravanas,

que fizeram ao poeta
quando chora nas tardes,
rodeado e cingido
por seus próprios fantasmas.

Poesia, amargura,
mel celeste que mana
de um favo invisível
que as almas fabricam.

Poesia, o impossível
feito possível. Harpa
que tem em vez de cordas
chamas e corações.

Poesia é a vida
que cruzamos com ânsia,
esperando o que leva
nossa barca sem rumo.

Livros doces de versos
são os astros que passam
pelo silêncio mudo
para o reino do Nada,
escrevendo no céu
as estrofes de prata.

Oh! que penas tão fundas
e nunca aliviadas,
as vozes dolorosas
que os poetas cantam!

Deixaria no livro
neste toda a minha alma...


Federico García Lorca (5-06-1898 - 19-08-1936)

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Desafios Vãos

Eu queria ser o Mar de altivo porte
que ri e canta, a vastidão imensa!
Eu queria ser a Pedra que não pensa,
a pedra do caminho, rude e forte!

Eu queria ser o Sol, a luz imensa,
o bem do que é humilde e não tem sorte!
Eu queria ser a árvore tosca e densa
que ri do mundo vão e até da morte!

Mas o Mar também chora de tristeza...
as árvores também, como quem reza,
abrem, aos Céus, os braços, como um crente!

E o Sol altivo e forte, ao fim de um dia,
tem lágrimas de sangue na agonia!
E as Pedras...essas...pisa-as toda a gente!...


Florbela Espanca

quarta-feira, 18 de abril de 2012


E já lá vão 4 anos e 2 dias! O tempo passa mesmo sem darmos por ele.

domingo, 15 de abril de 2012

Homossexuais contestatários



"À minha frente, no elevador, está um rapaz dos seus 16 ou 17 anos. Pelo modo como coloca os pés no chão, cruza as mãos uma sobre a outra e inclina ligeiramente a cabeça, percebo que é gay."
O Eixo do Mal, sic notícias, falou no artigo de opinião, mas só lendo é que se percebe bem a falta de bom senso que algumas pessoas têm.

sábado, 14 de abril de 2012

"Fumar crianças no carro"



Então não é que há aqui umas verdades?! Fumar no carro é prejudicial para as crianças? é sim senhora, assim como é para os velhinhos, para o cão e para o gato, mas também não abusem! Campanhas contra o tabaco são benvidas mas também não caiam em extremismos, não vamos fazer dos fumadores os maus da fita.
Indo por este caminho qualquer dia estão a entrar pelas nossas casas a dar ordens!