Adoro o "Memorial do Convento", é o meu livro de eleição, é aquele que me deleita, me inspira, me arrasta nas palavras...
Adorava poder ir a esta iniciativa.
"A lua, nessa noite, nasceu tarde, dormiam e não a viram, mas o luar entrou pelas frestas, percorreu lentamente toda a abegoaria, a máquina de voar, e, ao passar, iluminou o frasco de vidro, distintamente se viam dentro dele as nuvens fechadas, talvez porque ninguém estivesse a olhar, talvez por ser esta luz da lua capaz de mostrar o invisível."
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quinta-feira, 14 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Mudanças
E hoje foi dia de mudanças, de grandes mudanças, por vezes surge vontade de mudar mas por este ou por aquele motivo acomodamo-nos sempre. Hoje chegou o dia de este blog mudar de nome e de imagem, já há algum tempo que o nome não me agradava, hoje lembrei-me deste nome que acho que é o que mais se identifica comigo.
A Porta-Nova é o meu berço, foi lá que vivi os primeiros anos da minha vida, de lá guardo enormes recordações, a Praça (Sacadura Cabral) é dos espaços em que me lembro de crescer e de me tornar a pessoa que hoje sou, como tal, estes nomes juntos no mesmo titulo foi o que fez mais sentido para mim.
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Atribulações de uma operadora de caixa
"(...) quando os pais a utilizam para assustar os filhos, mantenha o sorriso (é obrigatório), mas está proibida de lhes dizer a verdade.
Por isso, se ouvir uma mãe dizer ao filho, enquanto aponta para si, «Estás a ver,querido, se não te esforçares na escola, vais acabar como esta senhora», não há nada que a impeça de lhe explicar que este emprego não é ridículo, que prefere não estar desempregada e que até foi uma aluna brilhante (Licenciatura e mestrado? Isso tudo?).
Caso contrário,não se espante se as crianças lhe faltarem ao respeito ou olharem para si como se fosse uma falhada...
Tenho uma novidade para todas estas pessoas que se acham muito inteligentes: já vai longe o tempo em que ter estudos superiores levava a um emprego de sonho. Hoje em dia, há licenciados a ocuparem empregos mais modestos.
Obrigada, caros pais clientes, por se servirem de nós como espantalhos para criarem os vossos filhos! Mas podiam actualizar um bocadinho as vossas ideias."
![]() |
| Disponível na Biblioteca Municipal de Moura |
quinta-feira, 29 de julho de 2010
"O vagabundo do mar"
"Sou barco de vela e remo
sou vagabundo do mar.
Não tenho escala marcada
nem hora para chegar:
é tudo conforme o vento,
tudo conforme a maré...
Muitas vezes acontece
largar o rumo tomado
da praia para onde ia...
Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto de abrigo?
ou foi a minha vontade
de vagabundo do mar?
Sei lá.
Fosse o que fosse
não tenho rota marcada
ando ao sabor da maré.
É por isso, meus amigos,
que a tempestade da Vida
me apanhou no alto mar.
E agora
queira ou não queira,
cara alegre e braço forte:
estou no meu posto a lutar!
Se for ao fundo acabou-se.
Estas coisas acontecem
aos vagabundos do mar."
sou vagabundo do mar.
Não tenho escala marcada
nem hora para chegar:
é tudo conforme o vento,
tudo conforme a maré...
Muitas vezes acontece
largar o rumo tomado
da praia para onde ia...
Foi o vento que virou?
foi o mar que enraiveceu
e não há porto de abrigo?
ou foi a minha vontade
de vagabundo do mar?
Sei lá.
Fosse o que fosse
não tenho rota marcada
ando ao sabor da maré.
É por isso, meus amigos,
que a tempestade da Vida
me apanhou no alto mar.
E agora
queira ou não queira,
cara alegre e braço forte:
estou no meu posto a lutar!
Se for ao fundo acabou-se.
Estas coisas acontecem
aos vagabundos do mar."
O vagabundo do mar, Manuel da Fonseca
segunda-feira, 26 de julho de 2010
"No teu deserto"
"Todos têm terror do silêncio e da solidão e vivem a bombardear-se de telefonemas, mensagens escritas, mails e contactos no Facebook e nas redes sociais da Net, onde se oferecem como amigos a quem nunca viram na vida. Em vez do silêncio, falam sem cessar; em vez de se encontrarem, contactam-se, para não perder tempo; em vez de se de descobrirem, expõem-se logo por inteiro: fotografias deles e dos filhos, nas férias na neve e das festas de amigos em casa, a biografia das suas vidas, com amores antigos e actuais. E todos são bonitos, jovens, divertidos, "leves", disponíveis, sensíveis e interessantes. E por isso é que vivem esta estranha vida: porque, muito embora julguem poder ter o mundo a seus pés, não aguentam nem um dia de solidão."
No teu deserto, Miguel Sousa Tavares
Nem vale a pena acrescentar mais nada, vivemos no ar, fazemos castelos de areia, olhamos mais para os outros do que para nós mesmos, construimos uma sociedade sem bases que no futuro ainda será pior...
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
A "carrinha amarela dos livros", foi este nome que ouvi chamar à carrinha que utilizamos no projecto "Semeando Leituras". De facto não deixa de ser verdade, é uma velha carrinha das bibliotecas itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian com uma roupagem mais alegre. Começámos na 3ª feira passada a "semear leituras" e iremos continuar até ao final do ano lectivo nas escolas do 1º ciclo de Moura.
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