quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Esperança

Nos tempos que correm ter esperança é díficil, nada está fácil e nada nos é dado, mas há que lutar e acreditar num amanhã melhor.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Brincar na rua

"Houve tempos, não muito distantes, em que fazia parte dos hábitos das famílias deixar os filhos brincar um bocadinho na rua, depois das aulas.
Nesse tempo, a rua, nas pequenas aldeias e vilas, mas também nas cidades, era um espaço público de passeio e encontro, aberto a toda a gente, incluindo miúdos. Perto das casas onde as pessoas moravam, em todos os bairros, havia jardins, parques, pracetas ou descampados onde as crianças gastavam energias e socialiazavam sem saber que o faziam. Aí, esfolavam-se os joelhos em quedas aparatosas das bicicletas ou das correrias de faz de conta que sou índio ou cobói; jogava-se à bola ou ao "mata"; desenhavam-se "macacas" no chão e carreiros para fazer evoluir, aos piparotes precisos, caricas forradas a casca de laranja e pratas de chocolate. Às vezes, partiam-se cabeças com pedras mal dirigidas e, todos os dias, esperava-se por aquele tempo antes do cair da noite de distância dos adultos e ordem de soltura.
Era um tempo de recreio para as crianças, mas também para as mães, as avós ou quem tomava conta dos mais pequenos, já que, libertos deles, arranjavam tempo para si mesmas, para os afazeres domésticos, para as conversas com amigas. A rua era uma cúmplice segura de todos, que estimulava ganhos de autonomia, novos amigos e conhecidos, interacções libertas das regras de boa educação que tinham de se seguir sem desvios nos outros espaços em que se habitava: a casa e a escola.
Quando a rua desapareceu como espaço de convívio, porque as construções invadiram os espaços antes vazios e os carros inundaram de tráfego as ruas calmas, não se inventou nada de equivalente. Foram surgindo entreténs diferentes: mais horas de escola, mais tempo de televisão, jogos de salão primeiro e de computadores depois. Limitou-se o espaço em que as crianças podiam crescer e limitou-se a própria qualidade do crescimento. Foi um instante até se achar que, além de não poderem brincar na rua, não se podiam deslocar sozinhas na rua, que a rua era um lugar perigoso e ameaçador, vedado a quem não era crescido.
Há transformações que são perdas enormes e há faltas de espaço que, além de claustrofóbicas, são gravosas para o processo de maturação e crescimento. E parece que nem se dá por isso."

texto de Isabel Leal, publicado na revista Caras de dia 10/01/2009

Ao ler este texto recordo-me da minha infância e de como era tão bom brincar na rua, são recordações que trazem alguma nostálgia....

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Ano Novo

Sei que já estamos quase a meio do mês mas só hoje tive oportunidade de voltar a escrever, a todos que por aqui passam desejo um óptimo ano de 2009, que seja neste ano que realizem todos os vossos sonhos, todos os vossos projectos.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Feliz 2009

Espero que todos tenham tido um óptimo Natal, que tenham convivido com todos os familiares e amigos num ambiente de paz e que tenham também comido muitas coisinhas doces ;)
Posto isto só me resta desejar-vos um Feliz Ano Novo, que este seja o ano em que todos os vossos sonhos se tornem realidade!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Tradições de Natal

Todos nós nesta altura do ano temos nas nossas casas, no trabalho, nas ruas, uma Árvore de Natal, contudo quantos de nós se questionam sobre o significado desta?! Para ficarmos esclarecidos podemos ir ler este artigo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Pedra Filosofal

Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.

eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.

Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.

Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

António Gedeão
In Movimento Perpétuo, 1956

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Depois de uma pausa

É incrivel mas já passou mais de um mês desde a última vez que aqui "postei"!Ou o tempo passa muito depressa ou eu ando com muita preguiça, lol.