terça-feira, 4 de maio de 2010

E já lá vai mais de um mês desde que por aqui passei....tenho andado descuidada mas a verdade é que a juntar há falta de tempo juntou-se a falta de ideias...
De 21 de Abril a 2 de Maio tivemos a Feira do Livro de Moura, uma feira que não se limita só a vender livros, são 12 dias repletos de actividades culturais que vão desde a música ao teatro, passando por actividades para crianças. Foram uns dias fantásticos em que mais uma vez o espírito de grupo que se vive na biblioteca esteve presente, para o ano temos mais.

sábado, 20 de março de 2010

Ao Desconcerto do Mundo

"Os bons vi sempre passar
No mundo graves tormentos
E para mais me espantar
Os maus vi sempre nadar
Em mar de contentamentos.
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado
Fui mau mas fui castigado.
Assim que, só para mim,
Anda o mundo concertado."
Luís de Camões
E é já amanhã que se comemora o Dia Mundial da Poesia

terça-feira, 16 de março de 2010

Teatro

E chegou ao fim a nossa digressão pelo concelho com a peça de teatro "O Julgamento", foram dias intensos, com algum cansaço à mistura mas acima de tudo com muito boa disposição e sentido de dever cumprido. Para breve novos desafios esperam-nos, mas tenho a certeza que os iremos conseguir superar na perfeição :)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Teatro - uma nova experiência


Nos últimos dias tive uma nova experiência, desta vez o teatro graça à iniciativa da Associação Cultural e Social dos Trabalhadores da CMM. Estamos a levar ao palco "O Julgamento", uma peça da autoria da D. Ana Benedita sobre a questão da violência doméstica no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Mulher,já estivemos em Santo Aleixo da Restauração, Safara, Póvoa de São Miguel, Estrela, Sobral e Moura, no próximo fim de semana iremos apresentar-nos em Amareleja (dia 12 às 20.30 hr) e em Santo Amador (dia 13 às 20.30 hr). Têm sido uns dias fantásticos com uma equipa muito unida e empenhada em dar o seu melhor, são eles: Ana Almaça, Elsa Carapinha, Ana Paula Patinhas, Ana Mª Farinho, Sandra Feliciano, Luís Amor, Celeste Barata, Vítor Ramalho, Zélia Parreira e Orlando Fialho.
Nota: a foto fui buscá-la ao blog http://acucaramarelo.blogspot.com

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Aniversário

"No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui - ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho... )
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas - doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos. . .

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!..."
Poema de Álvaro de Campos extraordinariamente declamado por Germana Tânger no último programa Câmara Clara

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Desencontro

"Só quem procura sabe como há dias
de imensa paz deserta; pelas ruas
a luz perpassa dividida em duas:
a luz que pousa nas paredes frias,

outra que oscila desenhando estrias
nos corpos ascendentes como luas
suspensas, vagas, deslizantes, nuas,
alheias, recortadas e sombrias.

E nada coexiste. Nenhum gesto
a um gesto corresponde; olhar nenhum
perfura a placidez, como de incesto,

de procurar em vão; em vão desponta
a solidão sem fim, sem nome algum -
- que mesmo o que se encontra não se encontra."

Jorge de Sena

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

E já se passou algum tempo desde a última vez que aqui vim. Durante estes dias houve novidades, a nossa pipoca fez um aninho de vida no dia 27 e dia 3 nasceu mais um bebé da biblioteca :) O projecto "Semeando Leituras" continua no bom caminho a semear leituras pelas escolas e jardins de infância de Moura.